Love that dog,
like a bird loves to fly
I said I love that dog
like a bird loves to fly
Love to call him in the morning
love to call him
"Hey there, Sky!"
Terça-feira, 30 de Junho de 2009
Love that dog
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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009
Mon amour
Je ne t'aime plus mon amour
Je ne t'aime plus tous les jours
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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009
O meu lema é...
Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje.*
* Ainda não é, mas um dia vai ser.
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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009
Eterno retorno
Lift up your feet and put them on the ground
You used to walk upon
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Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008
Das duas, uma
Ou Ferreira Leite comprou uma paz podre dentro do PSD com a candidatura de Santana Lopes ou pensa, e mal, que em 2009 a fanfarra santanista pode compensar em folclore o que falta ao PSD em ideias. Nenhum destes cenários é particularmente animador.
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O pior cego é o que não quer ver
Neste momento, já só tem ilusões sobre Manuela Ferreira Leite quem quer.
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Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008
A melhor canção de amor de sempre
Certa vez cantaram-me por telefone, num sussurro desafinado, o Romeo and Juliet, dos Dire Straits. Ainda não ouvi nada que batesse isso.
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A livre circulação de pessoas
O ataque aos imigrantes que sempre caracterizou o CDS de Paulo Portas é, evidentemente, oportunista. Pretende cativar os votos do ressentimento e da exclusão. Mas é igualmente ideológico e, nessa vertente, ilustra bem o porquê da queda do PP nas intenções de voto. A ideologia que Portas e os seus seguidores trouxeram é uma ideologia que se encontra desfasada da realidade. No PP, pensa-se o mundo e os países ainda como coutadas geográficas e culturais. A globalização social e cultural é uma ideia que, no Largo do Caldas, não só se recusa como se pensa que deve ser combatida. Infelizmente para Portas, não é com o seu barco a remos, onde cada vez conta menos remadores, que conseguirá contrariar esta maré. Por um lado, a Europa precisa de imigração para equilibrar os seus saldos demográficos e os seus sistemas contributivos e, por outro, torna-se impossível sustentar um sistema que não permite que o mercado de trabalho acompanhe os investimentos. O CDS é, hoje, um partido fora do seu tempo.
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Dias bons
O CDS apresentou, no Parlamento, propostas cujo único objectivo é dificultar a vida aos imigrantes. Foram recusadas por todos os restantes partidos. Os deputados também têm dias bons.
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Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008
Post
Para dar mais dinâmica ao blogue e fidelizar leitores, estou a pensar iniciar uma série. Pensei chamar-lhe posts. É apenas uma ideia. Ainda não estou seguro que resulte.
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Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008
Desabafo
Isto já teve mais piada.
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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008
Supostamente, sim senhor
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Vai ser, sim senhor
Publicada por Miguel Silva às 15:46 0 comentários Hiperligações para esta mensagem
Talvez fosse, sim senhor
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Os preparativos
O estado da actual liderança do PSD é tão desastroso que consegue a proeza de colocar Luís Filipe Menezes a fazer declarações muito aceitáveis. É a inversão de tudo o que Ferreira Leite e os seus apoiantes defenderam e, com toda a certeza, mais um prego no caixão do seu projecto político.
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Suspender o bom senso
Vamos acreditar, para manter um certo nível de conforto psicológico aceitável, que as declarações de Manuela Ferreira Leite sobre a suspensão da democracia foram um exercício falhado de ironia. Vamos acreditar nisto porque, ainda assim, é a solução menos má. Mas não deixa de ser um cenário bastante triste. Mesmo como exercício de ironia, o que se pode concluir desta intervenção é que a líder do PSD, quando entregue ao livre deambular do seu raciocínio político, possui uma tendência assustadora para o dislate. Para quem pretende ser uma referência de credibilidade na política e alternativa ao poder, deixa muito a desejar.
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Terça-feira, 18 de Novembro de 2008
Há vida nos blogues
Há uns anos, escreviam nos blogues poucas pessoas. Havia, talvez, mais interacção, e era fácil cobrir um vasto espectro com uma lista de leituras diárias muito razoável. Hoje em dia, o número de blogues aumentou espantosamente e criaram-se redes de leituras mais restritas. É impossível acompanhar o ritmo da produção de conteúdos e do nascimento de novos blogues. Entraram no mundo dos blogues alguns nomes mediáticos, enquanto outros, à custa de muito talento, de muita perseverança, ou de muita polémica, conseguiram um lugar de destaque, acima do mar de nomes.
Entre quem cá anda desde esses tempos, é compreensível um certo desencanto com a evolução. O fenómeno deixou de ter uma dimensão quase tangível para assumir contornos mais massificados.
As maiores potencialidades dos blogues podem reduzir-se a duas características: tender a democratizar o acesso à produção de conteúdos e permitir a liberdade de se transformar no que os seus autores quiserem. Evidentemente, o crescimento da massa crítica e da diversidade dos blogues, pelas leis da estatística, gera alguns exemplos de muita qualidade, alguns exemplos de muito pouca qualidade e muitos exemplos medianos. Para além disto, os nomes mais sonantes, quer porque tragam a sua fama de outros campos, quer porque a tenham alcançado no mundo dos blogues, recolhem maiores antenções e também se percebe que assim seja. Tudo isto são consequências lógicas e óbvias. Quem não identificar este resultado com os benefícios que lhe estão associados não percebe bem as vantagens de uma ferramenta como os blogues.
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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008
A pessoa errada
A espantosa justificação apresentada para por Cavaco Silva em relação ao seu silêncio manifesta uma interpretação muito limitada dos seus poderes e funções, ou uma interpretação muito difusa do que é o regular funcionamento dos órgãos democráticos, ou uma submissão inadmissível ao desvario do PSD-Madeira. Mas revela, sem margens para dúvidas, aquilo que já muitos lhe tinham apontado em altura mais oportuna: que é a pessoa errada para o cargo que desempenha.
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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008
Uma América pós-racial
Segundo querem fazer crer, desde que Obama ganhou as eleições, é racismo dizer que ainda há racismo. Quem viveu quinhentos anos de escravatura, abusos, perseguições e segregação não pode voltar a colocar o assunto em cima da mesa. E quem concorda com eles também não.
Barack Obama é filho de mãe branca e de pai negro. É branco? Não, é negro. A cor da pele interessa e Obama é negro porque o branco era, e é, o ponto de referência. Em caso de miscigenação, quando um dos progenitores é branco e o outro não, ninguém se lembra de dizer que os filhos do casal são brancos. São outra coisa qualquer, ainda que tenham passado toda a sua vida em plena Europa ou EUA. Quanto a racismo, parece bastante esclarecedor.
Também é bastante esclarecedor que a eleição do primeiro presidente dos EUA com um tom de pele diferente dos 43 que o antecederam esteja a ser desvalorizada nestes termos. O racismo branco, na estranha mente destes pensadores, desapareceu. Mas, melhor ainda, aquilo a que devemos prestar atenção é ao racismo negro. Este exercício tem apenas duas consequências: apagar o passado e calar a contestação dos que acreditam que ainda há muito caminho a percorrer na marcha das igualdades.
No dia em que ser negro, nos EUA, não signifique uma maior probabilidade de ser condenado à morte, de ter piores empregos, piores salários e pior educação, poderemos começar a pensar no fim do racismo branco. Até lá, a eleição de Obama, apesar do enorme marco que representa, está longe de ser sinónimo de uma América pós-racial.
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Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008
Uma presidência alheia
Em princípio, Cavaco Silva há-de perceber a gravidade do que está a acontecer na Madeira. Em princípio, até pode ser que já se tenha movimentado para restituir a normalidade do funcionamento das instituições. Infelizmente, por tudo aquilo a que já nos habituou, desde os tempos dos seus governos até aos da actual presidência, a gestão da comunicação com o eleitorado sempre foi um dos aspectos que Cavaco desdenhou. Que em Belém não seja um escândalo manter o silêncio à volta dos devaneios do PSD-Madeira é todo um tratado sob uma forma de estar na política.
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Primeira página
Aqui está uma acontecimento sobre o qual não me importava que os jornais anunciassem, nas primeiras páginas, uma comunicação televisiva do Presidente da República.
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Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008
Terça-feira, 4 de Novembro de 2008
Pró-americanismo
A Esquerda, a Europa e o resto do mundo não se caracterizam, nem nunca se caracterizaram, pelo anti-americanismo. Apenas acreditam que a América merece melhor do que o que viveu nos últimos oito anos. O anti-americanismo é um traço comum em fundamentalismos políticos, o que nunca foi o caso da esmagadora maioria da esquerda - democrática, republicana, humanista e progressista por natureza -, nem da Europa e muito menos do resto do mundo, tantas vezes demasiado ocupados com os seus problemas para se preocuparem com os dos EUA. Acreditar que as políticas internas e externas de Bush foram um desastre não é sinónimo de anti-americanismo. Pelo contrário, é sinal de pró-americanismo, mesmo muito pró-americanismo.
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Enquanto esperamos
Houve uma altura, na campanha presidencial americana, em que, qualquer que fosse o resultado das eleições, ele significaria o adeus ao grupo de ideólogos, conselheiros e assessores que caracterizaram a presidência de George W. Bush. Houve, realmente, uma altura em que McCain ou Obama representavam uma mudança tão significativa que, só por si, já era bem-vinda. Mas depois a campanha de John McCain preferiu a colaboração dos mesmos ideólogos, dos mesmos conselheiros e dos mesmos assessores das campanhas e da presidência Bush. O resultado foi um florescer e agravar de difamações, de insultos e de mentiras como estratégia de campanha. E, claro, a escolha de Sarah Palin para a vice-presidência, um hino à neofilia, à ausência de mérito, ao clientelismo e ao caciquismo. Hoje, uma vitória de McCain já não representa outra coisa que não seja um pouco mais do mesmo. Ou talvez bastante mais do mesmo. A América e o mundo precisam de outra forma de fazer política.
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Uma questão de legitimidade
Concordo que o líder do CDS-PP tenha legitimidade para questionar a continuidade de Vítor Constâncio à frente do Banco de Portugal. O que não concordo é que Paulo Portas tenha legitimidade para ser líder do CDS-PP.
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Domingo, 2 de Novembro de 2008
A direita portuguesa
Paulo Portas continua a sua senda contra o Rendimento Mínimo. Manuela Ferreira Leite lembrou-se de fazer uma graçola sobre os efeitos do investimento público nos números do desemprego dos imigrantes. Tanto um como outra apelam a sentimentos que militam entre os mais baixos a animar o ser humano. Os líderes do PP e do PSD optam por incentivar o egoísmo e o nacionalismo bacoco em detrimento da solidariedade social e da honestidade intelectual. Perante o descalabro nas sondagens, Portas e Ferreira Leite parecem preferir disputar votos ao eleitorado do PNR. Assim vai a direita portuguesa.
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Sábado, 1 de Novembro de 2008
Timing
Já não se pode elogiar ninguém. Uns acabam com os blogues, para aí pela 93ª vez, se não me falham as contas. Outros saem-se com isto, para o qual todas as palavras parecem desadequadas. Ou melhor, afinal arranjam-se duas: qual realização?
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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008
Dardos

Nunca fui grande adepto de cadeias em blogues. Os blogues mudam, os hábitos mudam, os gostos mudam, e sempre me pareceu extremamente complicado elaborar uma lista de preferências. As listas de preferências, sejam elas de blogues, de livros, de filmes ou de doçaria conventual, para mim, são sempre listas de exclusões. O prémio para os eleitos é sempre o tantas vezes injusto desconsolo dos que ficam de fora. Assim, este Prémio Dardos, em que a Helena e o Lutz decidiram incluir-me, precisa de uma explicação para que se perceba a excepção à regra. A que se segue não é uma lista de preferências do momento. É quase a minha lista de prémios Nobel dos blogues. Trata-se de blogues que há bastante tempo, e de forma constante, contribuem para o meu pequeno prazer de ler bons blogues. E são blogues onde o respeito pela inteligência e pela honestidade do pensamento enriquecem o dia de quem por lá passa. São eles:
A Barbearia do Senhor Luís
A Pente Fino
Aurea Mediocritas
Bandeira ao Vento
Blogame Mucho
Blogo Existo
Dois Dedos de conversa
Imagens com Texto
Lida Insana
Margens de Erro
Mar Salgado
Ma-Schamba
Quase em Português
Vida breve
Womenage a Trois
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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008
Democracia avançada e madura
Multiplicam-se os avisos dos militares em relação à insatisfação que se vive no meio, dos quais o mais sonante talvez seja o do general Loureiro dos Santos, notando-se o cuidado, nada inocente, que tem sido colocado nas palavras escolhidas. A insatisfação dos militares pode ser perfeitamente justificada ou não, não sendo esse o aspecto que me interessa reter. Aquilo que me capta a atenção é um certo tom de ameaça velada, que parece contradizer a confiança que, por exemplo, Loureiro dos Santos deposita no nosso sistema político ao apelidá-lo de democracia avançada e madura. Não se deve acalentar pretensões sobre esta matéria: a democracia portuguesa tem 34 verdes anos de vida. A necessidade que os militares sentiram de abrir hostilidades no seu processo revindicativo, e a forma escolhida para o fazerem, revela bem o quão débeis são o avanço e a maturidade da nossa democracia. Das forças armadas, como das forças policiais, pelo papel social que desempenham, espera-se uma reserva e uma discrição superiores à média. A ambiguidade dos sinais contidos nestes alertas é, por si só, um acontecimento com efeitos negativos para a democracia. Se as forças armadas se querem assumir, como não podia deixar de ser, como um pilar de estabilidade social e democrática, convinha que agissem respeitando esses princípios. Se é preciso contestar as políticas governamentais, que isso seja feito com franqueza, com exposição dos argumentos relevantes, com recurso a porta-vozes oficiais ou oficiosos, mas nunca com um tom de ambiguidade onde se possam ler pequenas ameaças ou pequenas chantagens, as quais apenas servem para alimentar o ainda muito fraco sentido democrático da nossa sociedade.
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Terça-feira, 21 de Outubro de 2008
O iluminado
Apesar da promulgação, Cavaco Silva continua a manifestar enormes reservas, como não se inibiu de expressar, à lei do divórcio. Uma lei, convém recordar, que tem o apoio de toda a esquerda e até de alguma direita.
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Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008
Fim-de-semana
Passa uma pessoa dois dias sem ver blogues e, no entretanto, metade do 5Dias muda de casa e cria o Jugular.
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Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008
Esclarecer interpretações
Depois de reler o post anterior fiquei com a impressão de que pode dar a entender que a minha apreciação do blogue em causa é negativa. Muito pelo contrário. Como já disse, escrevem lá o Besugo e o maradona e isso é garantidamente sinónimo de tempos bem passados a ler blogues (sem desmérito para os restantes autores daquela casa). Eu continuaria a ler o Besugo e o maradona ainda que eles escrevessem apenas receitas de cozinha.
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A crise chega à selecção
Nasceu aí há uns dias A Dieta Rochemback. Não há-de ser por acaso que os leitores do catalão e facciosíssimo Sport votaram Rochemback para o pior 11 de sempre do FC Barcelona (outros nomes familiares dessa equipa de arrepiar: Geovanni, Okunowo e Amunike). Ora, nesse blogue, onde, entre outros, escrevem o Besugo e o maradona, surge uma interessante pista para o desaire que parece estar a apoderar-se da selecção de futebol. Para quem não saiba, ou nunca tenha reparado, importa notar que o actual treinador da selecção é alguém que passou os últimos anos associado a um patrocinador, digamos, muito especial. We never saw it coming. Pois não, pois não...
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Do optimismo II
O número de telefone do escritório já pertenceu a uma agência bancária. Não há dia em que não se atenda um ou dois telefonemas de clientes da instituição que ainda não actualizaram a agenda telefónica. A maior parte das pessoas que telefona nesta condição começa a discorrer o seu assunto mal se levanta o auscultador. Um número ainda considerável continua mesmo depois de quem atende ter tido finalmente oportunidade de se identificar. Nesta semana, dois telefonemas particularmente notórios: uma senhora com bastante urgência em discutir o empréstimo da casa e uma outra interessada em saber quanto dinheiro tinha ainda na conta. Algo me diz que as suas preocupações não eram excesso de liquidez.
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Decepções anunciadas
Qualquer que seja a perspectiva escolhida, não se consegue perceber como é que a candidatura de Pedro Santana Lopes à CML possa ser vantajosa. Não o é para a higiene política, não o é para a cidade, não o é para o PSD nem para Ferreira Leite e não o é para o PS, que continua a não ter uma oposição que o desafie. Eventualmente pode servir os interesses de Santana Lopes, mas nem isso é certo. Mas ainda que sirva a sua ambição pessoal, e no dia das eleições poderemos aferi-lo, é muito pouco para justificar a escolha. O PSD insiste em trilhar os mesmos caminhos que o conduziram ao marasmo em que se encontra. Só de decepciona quem, no início, acalentou ilusões de que a credibilidade é algo que se decreta a priori em colunas de opinião.
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Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008
O eterno retorno
Começamos todos, agora, a ver com mais clareza qual era a porcaria a que Queirós se referia há uns anos.
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Provérbio do dia
Atrás de mim virá quem bom de mim fará.
Escusavam era de ter ido buscar o Carlos Queirós para o contraste ser tão grande.
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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008
Todos diferentes
Hoje os preconceitos de uns vão aliar-se à falta de coragem de outros para continuar a adiar um passo fundamental na luta contra a desigualdade neste país.
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Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008
Democracia de segunda
Recorrendo aos lugares comuns, a solução portuguesa passa quase sempre menos por resolver os problemas do que por contorná-los. Resolver eventuais problemas de fiabilidade nas votações dos emigrantes tornado mais difícil a participação eleitoral não resolve nada. Pelo contrário, apenas afasta os emigrantes dos seus representantes e do próprio país. Minar a participação cívica e política nos dias que correm é das piores ideias que pode ocorrer a um político sério. Numa época de desconfiança e afastamento entre eleitos e eleitores, contribuir activamente para a diminuição da participação eleitoral não é um tiro no pé. É, antes, estar a fazer pontaria a órgãos vitais.
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Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008
O silêncio a favor da demagogia
O PSD de Setúbal decidiu investir numa campanha de outdoors à qual não falta nenhum dos pergaminhos da pior demagogia política. Nestes momentos, o silêncio de Ferreira Leite, pensarão os estrategas sociais-democratas, cai como uma luva. O silêncio em política tem esta extraordinária capacidade de camuflagem. Ao escolher não comentar, o actor político permite que a sua putativa opinião possa ser interpretada à medida das conveniências de cada um. Tanto pode ser de apoio como de recriminação, bastando que se lhe imprima o spin certo para as audiências certas. O silêncio, camuflando intenções e compromissos, não só esconde a opinião, mas, muito mais importante, impede a responsabilização. A política sem opiniões, sem compromissos e sem responsabilização deixa de proporcionar a possibilidade de controlo e acesso à informação a que os eleitores têm direito. A estratégia do silêncio é uma estratégia de vistas curtas, oportunista e desprestigiante. Quem não percebe o mal que esta opção faz ao exercício da democracia provavelmente não percebe o próprio exercício da democracia.
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Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008
Negro
Agora que penso nisso, o novo acelerador de partículas nunca poderá destruir o mundo. Um buraco negro manufacturado que nos engolisse a todos não é ciência; é poesia.
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Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008
Sobreviver
David Hume terá dito que, para si, pensar que não exista nada depois da morte não o afligia mais do que pensar que não exista nada antes do nascimento. Falava, obviamente, da experiência da própria morte. O problema da morte, para quem partilha da aparente serenidade que Hume demonstrava, não se prende tanto com a ausência de si mesmo no mundo, mas antes com a ausência daquilo que se ama. O problema da morte é sempre o problema da morte dos outros. Ou, dito de outra forma, ainda menos encorajadora, o da própria sobrevivência.
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A guerra contra o terrorismo
Após o 11 de Setembro erigiu-se o paradigma da guerra contra o terrorismo. A escolha da expressão não foi inocente. A guerra é um estado de excepção. Por isso se disse que o mundo estava diferente depois do ataque ao WTC. Mas, nos seus fundamentos, o mundo manteve-se igual. Houve, evidentemente, uma alteração de escala, traduzida nas dimensões humanas, materiais e mediáticas do atentado. Mas as ameaças mantiveram-se iguais na sua natureza. O terrorismo, o fundamentalismo e a ameaça nuclear e biológica, por um lado, e o direito à integridade física e psicológica e à procura de justiça, por outro, não nasceram em 2001.
Os caminhos bons e os caminhos maus que trouxeram a humanidade até aos dias de hoje mantiveram-se iguais a si mesmos. Não se verificou uma alteração dos fundamentos da ética, da justiça e das relações humanas. Não se inverteram os pólos do certo e do errado,
O terrorismo continuou a ser terrorismo, a morte continuou a ser morte, a tortura continuou a ser tortura e a guerra continuou a ser a guerra.
O paradigma da guerra contra o terrorismo, ao remeter para o estado de excepção, permitiu um posicionamento ideológico que sancionou todo o género de excessos. Sob o seu manto surgiram guerras preventivas, abusos sobre os direitos humanos, abusos sobre o estado de direito e despesas absurdas para satisfazer as necessidades de destruição e reconstrução de todo este processo. O poder viu o seu espectro de acção ser consideravelmente alargado. E se o poder tende a corromper, a natureza dessa corrupção, como se viu, tanto é material como moral.
A guerra ao terrorismo não serviu sequer os seus intentos e muito menos serviu os propósitos daquilo que gostamos de considerar as grandes conquistas da civilização humana – a democracia, a liberdade e o respeito pelos direitos humanos. Neste dia, isto é tão verdadeiro como se sabia ser há oito anos atrás. Utilizar as críticas ao paradigma da guerra ao terrorismo como forma de menorizar a solidariedade com as vítimas desse atentado é apenas um subterfúgio cobarde para desviar as atenções do falhanço miserável em transformar esse terrível momento numa oportunidade para a civilização se elevar a um nível que se sentia ser perfeitamente possível.
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Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008
Areia para os olhos
O presidente do Conselho Nacional do CDS-PP criticou o comportamento de Paulo Portas e Nobre Guedes em relação à demissão deste último. Segundo a notícia do Público, pediu “mais formalismo” e avisou que “a amizade não se deve sobrepor às regras de funcionamento partidário”. E para frisar bem a elevação do nível de exigência dentro do partido, propôs um texto de apoio a Portas que os conselheiros se apressaram a aprovar com apenas quatro abstenções e nenhum voto contra. Os dirigentes do CDS-PP chegaram a um ponto em que já não são capazes de atirar areia para os olhos de ninguém, a não ser deles mesmos.
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Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008
WALL.E
E depois, nunca percebi bem porquê, o Babel é que estava recheado de anti-americanismo primário.
Dito isto, vale cada cêntimo do preço do bilhete, com os bónus da divertida curta que o antecede e da extraordinária síntese de História da Arte dos créditos finais.
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