Recorrendo aos lugares comuns, a solução portuguesa passa quase sempre menos por resolver os problemas do que por contorná-los. Resolver eventuais problemas de fiabilidade nas votações dos emigrantes tornado mais difícil a participação eleitoral não resolve nada. Pelo contrário, apenas afasta os emigrantes dos seus representantes e do próprio país. Minar a participação cívica e política nos dias que correm é das piores ideias que pode ocorrer a um político sério. Numa época de desconfiança e afastamento entre eleitos e eleitores, contribuir activamente para a diminuição da participação eleitoral não é um tiro no pé. É, antes, estar a fazer pontaria a órgãos vitais.
segunda-feira, 22 de Setembro de 2008
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4 comentários:
Democracia de Terceira:
Jon Stewart - a fraca memória do Procurador-Geral Alberto Gonzales
Jon Stewart, do Daily Show, relembra-nos, com humor, os extraordinários argumentos do agora ex-Procurador-Geral dos Estados Unidos, que depôs perante o Comité Judicial do Senado em Agosto de 2007. Entre várias controvérsias e alegações de perjúrio, Alberto Gonzales anunciou depois a sua resignação do cargo em Setembro de 2007. Mas recordemos o seu depoimento no Senado:
Jon Stewart: Na opinião de alguns, o Procurador pecou por alguma falta de franqueza.
Gonzalez: Não me recordo exactamente; não me recordo do conteúdo... ; não tenho qualquer ideia disso; não me recordo de todo; dou voltas à memória... ; senador, não me recordo; Só posso falar do que me recordo; não me recordo de me lembrar... ; havia uma reunião marcada para as 9 horas de 27 de Novembro na minha agenda, mas não me recordo dessa reunião...
Bush: O Procurador-geral apresentou-se perante o Comité e prestou um depoimento muito cândido. Respondendo de forma honesta a todas as perguntas que podia responder e aumentando a confiança que deposito nele para este cargo.
Vídeo (legendado em português) - 4:53m
http://ma-schamba.com/politica-portuguesa/a-democracia-e-um-estado-de-espirito/
Este "corte" político com quem está lá fora revela toda a nossa essência de "olhadores do próprio umbigo".
Será esta mais uma machadada no cordão desfiado da emigração?
Money as Debt – Dinheiro é Dívida
Já alguma vez pensaram porque é que os bancos têm tanto dinheiro, enquanto os países, as empresas e os indivíduos estão tão endividados?
Neste vídeo, «Money as Debt» [Dinheiro é Dívida], Paul Grignon pega num assunto tabu e, de forma inteligente e divertida, torna-o num tópico facilmente inteligível. Costuma dizer-se que a verdade liberta, mas primeiro, costuma deixar-nos zangados. Depois de conhecer a verdadeira história do sistema bancário já não é possível voltar à crença mística da banca como um elemento útil da sociedade.
O vídeo revela os mitos e os conceitos relativos à história do dinheiro. Toda a gente gosta de dinheiro, toda a gente o deseja, toda a gente precisa e depende dele. O que quase ninguém percebe são os fundamentos do dinheiro. O que é o dinheiro e donde é que ele vem? Estas são algumas das difíceis realidades que Grignon expõe em linguagem simples.
Este curto segmento (8:20m) do vídeo conta a história de um ourives do Renascimento, e de como ele começou a cobrar juros de um ouro que não possuía e que não existia. Em suma, a essência da banca.
Os primeiros oito minutos e vinte segundos (8:20m) do vídeo 'Money as Debt' - legendados em português.
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